terça-feira, 19 de agosto de 2008

saudade da boa

Eu acredito em um poço sem fundo. Quando acho que deu, chegou ao seu limite. É como se algo rasgasse meu peito para deixar mais e mais saudades entrar. E então, deixo correr lágrimas (felizes), e em cada lágrima vejo os momentos bons, o que me faz sorrir. Ao cair de cada gota sobre meus papéis, escuto o som da tua voz, tua risada, tuas palavras fofas, e besteirinhas para me provocar. E no reflexo da água vou vivendo meus minutos longe de ti. Vou alimentando a saudade, e deixando o desejo à flor da pele. Quando, por um fio, à beira da loucura. Eu mato todos os segundos da saudade, eu cicatrizo todas as feridas. Vivo momentos melhores, sabendo que eu os assistirei novamente, na volta da saudade, no cair das lágrimas.
Sucessivamente.