Porque as músicas mais tristes e sinceras batem em meu coração como se fosse castigo. Porque elas insistem em combinar tanto os meus momentos. Quem escreveu cada uma delas, com certeza não deve fazer ideia de que elas talvez pudessem causar um efeito viciante de tristeza. Escuto um milhão de vezes a mesma canção triste, a mesma melodia berrante de dor. E as vezes, nem percebo o quão a letra já se repetiu em meus ouvidos, nem me dou conta de que as palavras entram em meu ouvido como se quisessem arrancar infinitas lágrimas de meus olhos. E quem as escreveu, não se sente como eu me sinto. Deve ter amores explodindo pelo coração, boas lembranças atordoando a mente, e com certeza, o sorriso predileto a toda hora que desejar. Então porque, teimar em minha porta bater, se eu não quiser mais abrir. E se eu recusar-me a escutar cada timbre, cada nota que me trás? Significaria a minha morte. Pois vivo para o sofrimento delas. Sou eu quem dou as cores, quem mata os amores. Sou eu, única e imperfeita, maldita e atordoada pessoa, que teima em deixá-las abrir.
terça-feira, 16 de junho de 2009
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