Lágrimas escorrem feito lâminas afiadas. Cortando cada pedaço de pele até o chão. O sangue (na minha imaginação), é como estivesse desgastado. Sem cor. Ele escorre entre meus dedos. Cheira a tristeza. Ele berra, querendo voltar para o corpo. Pede por cor. E eu, como egoísta adimitida. Faço-o jorrar-se pelo chão. Derramo até a última gota. Tento desesperadamente renovar cada parte inquieta, morta. Tento calar-me diante das coisas que me preocupam, tento cegar-me das coisas que não quero enchergar. Tento colocar pra fora cada força que ainda me resta, cada lágrima que passa queimando meus cortes. E então, com um alívio no peito. Retorno à vida. Começo a enchergar as coisas diferentes, enfrentando um outro ponto de vista. Tento sugar cada luz que me renova, e renová-las novamente para quando for necessário. Quero tudo fora de mim, é como limpar os poros, tirar cada embaceado, cada poeira que possa cobrir os novos ares.
terça-feira, 29 de julho de 2008
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